• Bolsonaro afirmou que, por ele, não haveria Carnaval no ano que vem
  • “Por mim não teria carnaval. Só que tem um detalhe: quem decide não sou eu”, disse
  • O presidente comentou ainda sobre a situação da Europa em relação à pandemia

presidente Jair Bolsonaro afirmou, nesta quinta-feira (25), que, por ele, não haveria Carnaval no ano que vem. A declaração foi dada em entrevista à Rádio Sociedade da Bahia.

“Por mim não teria carnaval. Só que tem um detalhe: quem decide não sou eu. Segundo o Supremo Tribunal Federal, quem decide são os governadores e os prefeitos. Não quero aprofundar nessa que poderia ser uma nova polêmica”, explicou.

Bolsonaro voltou a citar a decisão do Supremo Tribunal Federal que determinou a autonomia de Estados e municípios na tomada de decisões e ações de enfrentamento à pandemia de covid-19.

“Em fevereiro do ano passado, ainda estava engatinhando a questão da pandemia, pouco se sabia, praticamente não havia óbitos no Brasil, eu declarei emergência, e os governadores e prefeitos ignoraram, fizeram o carnaval. As consequências vieram. Chegamos a 600 mil óbitos. E alguns tentaram imputar a mim essa responsabilidade. Não tenho culpa disso. Não estou esquivando, nem apontando outras pessoas. É uma realidade, é uma verdade. Todo o trabalho de combate à pandemia coube aos prefeitos e aos governadores. O que coube a mim? Mandar recursos”, afirmou.

O presidente comentou ainda sobre a situação da pandemia na Europa e citou novamente a preocupação com a economia.

“Estou vendo que alguns países da Europa estão retomando sim medidas de lockdown. Se tiver outro lockdown no Brasil, em estados e municípios, vai quebrar de vez a economia. Essa é a nossa preocupação”, disse.

Carnaval em São Paulo ainda não tem definição

Registro do Carnaval (Foto: REUTERS/Marcelo Carnaval)
Registro do Carnaval (Foto: REUTERS/Marcelo Carnaval)

Diversas cidades do interior de São Paulo anunciaram que não terão Carnaval no ano que vem, mas, na capital, a situação ainda não foi definida.

“Realmente, nós, hoje, entendemos que ainda é precoce pensar em uma situação de multidões na rua com aglomeração, mesmo que seja daqui a três meses”, afirmou Paulo Menezes, coordenador do comitê científico do governo.

“Temos boas perspectivas, como já foi colocado hoje, o avanço da cobertura vacinal no estado de São Paulo é exemplo para o mundo e, mais ainda, o que também nós temos de exemplo é conjugar o avanço da cobertura vacinal com a manutenção de outras coberturas que tem garantido o nosso sucesso no enfrentamento à pandemia neste momento. Nós não podemos nos enganar que estamos livres da pandemia, livre do coronavírus. Ele está circulando, por isso estamos mantendo as medidas com cautela e progressivamente”, completou.

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