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Se há um local em Ilhéus que mais acumulou reclamações a respeito de aglomerações inoportunas durante a pandemia, barulho até altas horas da madrugada, desrespeito e confusão, com certeza a Passarela do Álcool em Ilhéus, no bairro do Pontal, se destaca de longe.
No local, uma rua que concentra bares e restaurantes não tão populares, e se converteu numa espécie de circuito boêmio ilheense, a desordem parece imperar. Isso, para desespero e sensação de impotência por parte dos muitos moradores.
“Estou à base de remédio tarja preta, mesmo assim o stress não me deixa relaxar”, desabafa uma moradora, após mais uma noite de transtornos.  Ela relata que essa semana já gastou R$ 188 em medicamentos usados para poder suportar a situação.
A moradora ressalta que o problema maior não está nos bares, e sim, destaca, “nos maus elementos que chegam com suas caixas de som acopladas até em motos, com barulho ensurdecedor. 
Ela informa que muitos deles se instalam nas portas das residências locais até com cooler e isopor de cerveja. Com isso, frisa, as fachadas das casas se tornam espécies de banheiros públicos a céu aberto, restando aos moradores limpar e desinfetar o mau cheiro na porta de suas casas.
A sensação de impotência por parte dos moradores é fato. Eles lamentam o fato de que, ontem mesmo por exemplo, ligaram centenas de vezes para o 190, e nenhuma viatura apareceu.
A moradora ressalta que, até com todas as portas e janelas fechadas, as paredes tremem devido ao som estridente dos aparelhos sonoros. 
“Essa rua era para ser considerada roteiro gastronômico da cidade. Bem cuidada, com policiamento e fiscalização constantes. Mas não, é um descaso total. Brigas e bate-bocas são constantes, até assassinato aconteceu. Estamos clamando por socorro!”, desabafa entristecida.
CARROS RISCADOS E AMEAÇAS – Uma das autoras das denúncias afirma que, devido ao caos instaurado na Passarela do Álcool, os moradores estão impedidos até mesmo de deixarem seus veículos nas portas de casa. Caso insistam, afirma, os veículos amanhecem todos riscados. Para evitar isso os moradores estão sendo forçados a estacionar os automóveis nas proximidades da Praça São João Batista.
A denunciante ressalta que, quando resolvem denunciar a situação nas redes sociais e imprensa, são alvos de ameaças, por parte de quem se sentiu prejudicado com os fatos denunciados.
“Estou vendo a hora de fazer uma loucura e acabar sendo presa. Não suportamos mais!”, finalizou. Por Rans Spectro para a redação do Ilhéus 24h.

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