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A engenheira eletricista Luciana Borges sempre acalentou o sonho de morar e trabalhar fora. Na graduação, ela teve os primeiros contatos com a robótica, sem saber que a área seria a responsável por realizar os seus sonhos. “Fiquei impressionada, principalmente com o nível de qualidade dos projetos. Assim que eu entrei como estagiária eu já participava ativamente de projetos de robótica”, conta.

Hoje, Luciana atua em uma empresa que produz veículos autônomos para diversos propósitos, basicamente para aplicações de logística, levar cargas de um lugar para o outro, automatização de processos, em Munique, na Alemanha.  “Minha formação em robótica no Senai Cimatec foi fundamental para a minha carreira. Nunca pensei que pudesse encontrar em Salvador uma instituição que preparasse para atuar internacionalmente nessa área”, comemora.

Por ser uma área em crescimento no mundo, com diversas oportunidades no Brasil e no exterior, com mão-de-obra escassa e altamente valorizada, as oportunidades para trabalhar na área podem gerar salários de até 8 mil dólares para iniciantes que, em reais, daria um salário superior a R$39 mil.

Formação

A Coordenadora dos cursos de Engenharia da Computação, Ciências da Computação, Sistemas de Informação e Jogos Digitais da Unijorge, Melina Lima explica que robótica é uma área que pode ser estudada desde o ensino fundamental e médio, em nível de graduação, pós-graduação, extensão. “Normalmente, quando se estuda robótica nas escolas, ou se faz isso intercalando assuntos relativos nas respectivas disciplinas ou, em algumas escolas, trabalha-se com projetos ou mesmo com uma disciplina específica”, esclarece.

Melina diz que, na graduação, existem engenharias e que o aluno pode cursar para se especializar em seguida. “Várias são as possibilidades, depende do nicho específico em que quer atuar o egresso. Seja qual for o bacharelado em Engenharia escolhido, o registro profissional é emitido pelo Conselho Regional de Engenharia e Agronomia, mais conhecido como CREA.  Ou seja, forma-se um engenheiro. É possível também cursar Engenharia da Computação, por exemplo, e especializar-se em áreas específicas da Robótica depois”, explica a professora.

A educadora salienta que se o estudante escolher engenharia, o tempo de formação será de cinco  anos (10 semestres), mas se optar por um curso de Ciência da Computação, normalmente, a formação se dará em quatro anos (8 semestres). “Por ser um profissional que projeta e implementa robôs, é necessário ser uma pessoa com autonomia. Normalmente, esse profissional precisa conciliar autonomia, raciocínio lógico e quantitativo, sem esquecer das questões humanas e éticas atreladas a essa profissão, que cada vez mais cresce e ganha espaço”, afirma a coordenadora. (Correio)

Fonte: Bahia econômica

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