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Publicação no Facebook gerou polêmica
Uma postagem feita no Facebook pelo secretário de Cultura de Canavieiras, José Amorim Cruz, motivou a reação de repúdio por parte do primeiro vereador de Ilhéus pertencente a etnia Tupinambá, Cláudio Magalhães (PCdoB).  A publicação foi tema de uma matéria de um dos principais portais de notícias da região, o Ilhéus 24h, e repercutiu estadualmente. (Veja AQUI).
Na postagem, Amorim, responsável em Canavieiras pelas políticas públicas culturais, reproduz uma foto com duas mulheres indígenas, questionando a autenticidade de suas etnias, e ironizando o fato de uma delas estar com um aparelho Iphone em mãos. 
Diz a legenda da postagem: “Estes são os ‘índios’ acampados em Brasília querendo mais terra. Queria eu ter um Iphone destes”. 

A postagem causou revolta. De agentes da cultura e artistas, às lideranças indígenas, todos foram unânimes em classificar como inaceitável, o fato de um ocupante de uma pasta de Cultura, reproduzir conteúdos preconceituosos contra as etnias que compõem um dos alicerces da formação cultural do país.
Na matéria produzida pelo Ilhéus 24h, o ex-diretor de espaços culturais da Secult-BA, ex-chefe de gabinete da Funceb, e diretor artístico do Teatro Popular de Ilhéus, Romualdo Lisboa, afirmou que é muita ignorância imaginar que em pleno século 21, os povos indígenas devam se portar como na época em que os portugueses chegaram ao Brasil.
O edil Ilheense Cláudio Magalhães usou de suas redes sociais para repudiar a atitude de Amorim, e questionou prontamente: “Até quando os povos indígenas serão discriminados, rotulados e marginalizados?”.
O vereador faz questão de esclarecer também que a utilização do termo “índio”, ao invés de “indígena”,  como compartilhou o gestor da cultura municipal canavieirense, é pejorativa.
“Nós fazemos parte da sociedade, e meu sonho é ver cada vez mais meus parentes ocupando espaços na sociedade, conquistando coisas como qualquer brasileiro, e  isso não invalida nossas lutas, não invalida nossos direitos!”, afirma Cláudio Magalhães.
Para finalizar, o representante Tupinambá de Olivença no Legislativo Ilheense, diz ser um absurdo um secretário de Cultura de uma cidade, localizada em uma região com forte cultura indígena, tornar público um comentário infeliz desses. 
O espaço está democraticamente concedido para que o secretário municipal citado na matéria se manifeste.

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